Reprodução/WarnerBros

Tim Burton volta às suas raízes com "Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice", entregando uma sequência que, embora não seja inovadora e revolucionária, é exatamente o que os fãs do diretor esperavam: um mergulho nostálgico em seu mundo visualmente único e deliciosamente bizarro. O filme carrega a essência do original, mantendo-se fiel ao estilo característico de Burton, repleto de humor sombrio e personagens excêntricos.



Michael Keaton, mais uma vez no papel de Beetlejuice, é o grande destaque, trazendo uma energia vibrante e cômica que sustenta o filme do início ao fim. É notável como ele ainda domina o personagem, mostrando que o tempo não enfraqueceu seu talento para a comédia física e o timing perfeito. Ao lado da incrível Winona Ryder, que retorna como Lydia, os dois formam o coração pulsante dessa nova aventura no submundo.  


Reprodução/WarnerBros.

Embora o filme repita alguns elementos do original, como criaturas e cenários familiares, há uma sensação de conforto em revisitar esse universo tão peculiar. Sendo visualmente um espetáculo à parte, Burton utiliza seus talentos para criar um mundo que é ao mesmo tempo grotesco e fascinante. A direção de arte, com sua paleta de cores vibrantes e cenários detalhados, reflete a estética gótica que é marca registrada do diretor, que não se apoia excessivamente em efeitos digitais, optando por uma estética mais artesanal que preserva a autenticidade visual que o tornou famoso.

Reprdução/WarnerBros.

A narrativa, por vezes, se estende em subtramas que não se desenvolvem totalmente, mas isso não compromete a experiência geral e são deslizes facilmente perdoados, dado o ritmo acelerado e as constantes piadas que garantem a diversão do início ao fim. Embora o filme não tenha a mesma força inovadora do original de 1988, é inegavelmente divertido, proporcionando uma mistura satisfatória de nostalgia e novidade sobre o universo que já conhecemos.

Reprodução/WarnerBros

Em resumo, "Os Fantasmas Ainda se Divertem" é uma celebração da carreira de Tim Burton, uma mistura de nostalgia que cumpre o que promete e nos entrega o melhor de Burton: sua capacidade de criar mundos fantasiosos que, apesar de repletos de elementos macabros, têm uma qualidade encantadora e quase infantil. É uma oportunidade, para aqueles que cresceram com o estilo único do diretor, de revisitar um universo querido. Quem ama seu estilo inconfundível certamente sairá do cinema com um sorriso no rosto


Nota: 8,0

Henry Nascimento / Incrivelmente Nerd