Em “Babygirl”, somos apresentados a um drama psicológico que explora as complexas e delicadas questões de poder, sexualidade e vulnerabilidade em um ambiente corporativo. A trama acompanha uma CEO poderosa (Nicole Kidman), que se envolve em um intenso jogo de dominação e submissão com seu estagiário (Harris Dickinson), enquanto a tensão entre seus desejos e responsabilidades profissionais se intensifica. O filme, ao mergulhar nesses temas, não apenas provoca o espectador, mas também o desafia a repensar os limites da autonomia e do prazer na vida adulta.
O grande trunfo do filme está, sem dúvida, nas performances excepcionais do elenco. Nicole Kidman, com sua entrega magistral, cria uma personagem multifacetada, que oscila entre a força e a mais íntima vulnerabilidade. Sua CEO carismática e ao mesmo tempo sedutora não é apenas uma mulher de poder, mas alguém em busca de uma libertação emocional, o que faz a trama ir além da simples exploração erótica. Mas quem também merece destaque em “Babygirl” é Harris Dickinson, que brilha ao interpretar o estagiário jovem, charmoso e encantador. Ele traz uma autenticidade emocional à sua relação com a protagonista, e a química entre eles é quase palpável, sendo sua performance crucial para a dinâmica da história.
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| Reprodução/A24 |
Ainda assim, “Babygirl” é uma obra que merece ser vista. Seu mérito está na capacidade de provocar e cativar o público com temas ousados e uma estética refinada. A direção de Halina Reijn, aliada a suas atuações competentes e a uma trama que desafia convenções, torna o filme uma experiência bastante provocadora. Apesar de seus pequenos deslizes, o saldo final é positivo: é uma obra que, mesmo ao se arriscar em terrenos escorregadios, consegue deixar o espectador envolvido em meio aos complexos jogos de poder e prazer nas relações humanas.
Nota: 8,0
Henry Nascimento / Incrivelmente Nerd
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