| Reprodução/Sony Pictures |
O vilão Knull, apesar de sua proposta inicial como uma grande ameaça, se mostra uma figura distante e subaproveitada, sem impacto significativo na narrativa. O filme, que se inicia com a expectativa de explorar novas conexões no multiverso, rapidamente descarta essa possibilidade, resultando em um enredo que flutua entre o humor pastelão e momentos de seriedade mal aproveitados.
Reprodução/Sony Pictures
A falta de consistência nas mudanças de tom é um ponto fraco, fazendo com que cenas tensas se transformem abruptamente em piadas ou coreografias desnecessárias do Venom. A trama é repleta de conveniências que enfraquecem a lógica interna do filme, com personagens que aparecem de forma aleatória para mover a história adiante, além de uma desconexão com as narrativas anteriores.
Apesar de ser um fã da Marvel, do Homem-Aranha e de cinema em geral, "Venom 3" se revela um produto mediano, sem evolução clara, que se apega à nostalgia sem se arriscar. Um ponto positivo é a qualidade do CGI, que dá vida a Venom e aos simbiontes, além do ritmo de ação frenético. A relação de Eddie com Venom ainda funciona, e a nova família introduzida na metade do filme é um destaque, oferecendo um núcleo emocional que complementa a trama.
Reprodução/Sony Pictures
No geral, "Venom 3" se despede da trilogia sem o impacto que se esperava, apresentando uma conclusão decepcionante e aquém do potencial que a história poderia ter. A produção se agarra a uma fórmula conhecida, resultando em um filme mediano que não consegue superar seus antecessores. Com uma narrativa cheia de falhas e um vilão subaproveitado, a sensação é de que muitas oportunidades foram perdidas.
Nota: 4,0
Jonathan Matheus / Incrivelmente Nerd
0 Comentários