Reprodução/O2 Play
Woody Allen retorna às telas com "Golpe de Sorte em Paris", um suspense romântico ambientado em Paris, onde o charme da cidade serve de pano de fundo para uma história de amor, traição e reviravoltas inesperadas. O enredo acompanha Fanny e Jean, um casal aparentemente perfeito, cuja vida vira de cabeça para baixo quando ela reencontra um antigo colega, Alain. Logo, segredos começam a emergir e o filme se desenrola em um ritmo crescente de tensão.
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Apesar da atmosfera envolvente e da fotografia impecável que captura a essência parisiense, "Golpe de Sorte em Paris" tropeça ao se aprofundar na dinâmica dos personagens. Fanny, a protagonista, não apresenta o desenvolvimento necessário para sustentar as complexidades de suas decisões. Suas ações, muitas vezes, parecem forçadas, deixando a narrativa emocionalmente rasa. Além disso, o suspense que o filme tenta criar é previsível, tornando as reviravoltas menos impactantes do que poderiam ser. Outro ponto fraco é o ritmo, que em alguns momentos desacelera de forma desconexa, fazendo com que a tensão se dissolva antes que o clímax realmente chegue. Mesmo sendo uma obra bem dirigida e com diálogos inteligentes, "Golpe de Sorte em Paris" falha em proporcionar o peso dramático que o enredo promete.
Apesar de seus deslizes, o filme não é desprovido de charme. A cinematografia de Paris é um deleite para os olhos, e a sutileza dos diálogos — marca registrada de Allen — ainda é presente em muitas cenas. No entanto, para um filme que se vende como um suspense com toques de romance, ele acaba aqui entregando menos do que o esperado, falhando em criar o impacto emocional ou a tensão que poderia torná-lo verdadeiramente memorável. No fim, é um filme com toques clássicos de Allen, mas que deixa a desejar na profundidade e na construção de suspense, funcionando melhor em sua estética do que em sua narrativa, o que pode decepcionar os fãs do diretor.Reprodução/O2 Play
Nota: 5,0
Henry Nascimento / Incrivelmente Nerd
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